
As pessoas não tem mais o direito de me atingir. Agora, depois de tudo, eu... ignoro. Sei do que sou capaz e não preciso mesmo disso. Demorei para conseguir dizer tudo o que eu penso da forma que eu quero e pra quem eu quero. E não vai ser agora que eu vou mudar. Nem que pra isso eu tenha que ficar novamente sozinho. Mas sabe? Terá outros que se comportarão como eu. E então será tarde para perceber e lamentar que eu faço falta.
Eu sou como um rio. Sereno em sua superfície e denso em sua profundidade. Fluido. Forte. Mutável. Flexível e infinito. Um caminho, que deixa marcas por onde passa. Um trilho sem fim. Não tente me deter, ou me desviar. Eu sei meu destino. Eu sei meu percurso. Definitivamente, eu sei como sou. E os outros? Apenas uma árvore ao meu leito. Uma pedra em meu curso. Um peixe em minha correnteza.
Talvez quando finalmente a margem lhe acolher, sinta a falta da sutileza em que eu lhe conduzia. E a suavidade da confiança que você podia entregar a mim. E será igualmente tarde. Eu já estarei ao mar. Misturando-me ao resto. Desfazendo-me. Indo de encontro à aqueles que sempre me aguardaram. Que saberão aproveitar o que eu tenho a oferecer.
E ai sim, você se afogará com a própria mágoa, enquanto espera novamente uma nascente irrigar o vazio de seu coração.
Espero que gostem'
Wow, quanto tempo huh? Eu peço perdão pela ausência. Talvez eu retome o tempo perdido. Estava com saudades de escrever para vocês, mas dizer que ultimamente eu ando comprometido com outros projetos. Mas eu voltarei a escrever esses textos, sério. :)
Bom, se ainda há alguém lendo o que eu escrevo por aqui, pode me seguir pelo twitter. @driigoreis
Ok?
Obrigado,
Rodrigo Reis